Pérolas do Galvão Bueno

Posted by Iago on sexta-feira, outubro 30, 2009



Futebol

1) Bem amigos da Rede Globo. Estamos aqui em BUENOS AIRES, no EQUADOR… (Onde ???)

2) O estádio tem esse nome (Zerão) porque fica situado bem no TRÓPICO DE CÂNCER, que divide o Hemisfério Sul do Hemisfério Norte. Onde será que foi o gol? Na parte sul ou na parte norte? (Sim, e a LINHA DO EQUADOR divide o Equador em leste e oeste)

3) Vai ser o primeiro torneio oficialmente oficializado pela FIFA. (Ah, bom. Então assim, sim)

4) O POTENCIAL ENERGÉTICO do Palestra Itália (Estadio do Palmeiras) esta reduzido a sua metade (Que será que ele quis dizer?)

5) Alô Maceió!!!… Ou qualquer outra cidade, tirando São Paulo. (Não precisa tentar ser simpático, narra o jogo e pronto)

6) Nessa tarde de Fla-Flu, Flamengo e Fluminense estarão entrando em campo daqui a pouco… (Ufa! E o cara da portaria ainda tentou me enganar, dizendo que esse Fla-Flu era entre Santos e Cruzeiro)

7) São as duas maiores torcidas do mundo (Flamengo e Corinthians). E digo mais, no Rio, poucos podem se orgulhar de ter uma torcida tão grande quando a do Flamengo (É…! Acho que a torcida da Matonense deve ser maior no Rio…)

8- Foi pro chão e caiu ! (não necessariamente nesta mesma ordem)

9) Ah! Eles estão grampeando a cabeça dele. Tomara que seja algum tipo de grampo cirúrgico… (Depende, se for o Valdir Papel, pode ser grampo normal mesmo)

10) O time catarinense tem que vencer, pra lutar pela sul-americana, ja que o jogo é la em FIGUEIRENSE (O time que ele se refere deve ser o Florianópolis)

11) É meu amigo, Brasil e Argentina é sempre Brasil e Argentina (Mentira! Semana passada eu vi um Brasil e Argentina contra o Japão)

12) Brasil tá meio mal no jogo, mas eles estão jogando pra fazer gol! (Ainda bem!)

13) Os Chineses agora estão todos torcendo contra o Brasil (Não acho. Só pq a seleção deles está jogando contra a nossa. Isso é preconceito)

14) Agora o Brasil tem que correr atrás do PREJUÍZO (No prejuízo já tá, tem que correr atrás do lucro)

15) Há 40 anos o Santos não faz gols no Corinthians em finais de Campeonatos Paulistas, jogando no Pacaembu, com o Corinthians saindo ganhando. (Se analisar direitinho, deve fazer 40 anos que essa combinação não acontece)

16) Se o Brasil acertar todos os ataques e ficar bem na defesa, ele ganha. (Por que ele não virou técnico ainda?)

17) Agora tem que colocar o coração na ponta da chuteira! (Se depois de um chute der um ataque cardíaco, eu não me responsabilizo)

18- Sinceramente, temo pelo final desse jogo (desce lá e rouba o apito do juiz)

19) O juiz vai dar 3 minutos mais de jogo, vamos aos 49… (Esse fugiu da escola)

20) Nós estamos muito preocupados, mas é preciso ficar bem claro para o espectador da Rede Globo que se a bola não entrar, não é gol. (Alguém não tava entendendo pq tava zero a zero?)

21) O jogo só acaba quando termina (…)

22) Depois da derrota, o pior resultado é o empate. (E depois do empate, o pior é a vitória, certo?)

23) Mas esses dois times são muito fortes. São Paulo e Tigres é um clássico. (É, eu lembro que na última vez que eles se enfrentaram… Ih! eles nunca se enfrentaram antes)

24) O gol saiu na hora certa! (Provavelmente foi durante o jogo. Imagina se saísse só depois do fim do jogo…)

25) O Dida gosta de pegar pênalti. (Gosta nada… Olha a cara dele, nem comemora…)

26) Não dá para fazer 2 gols ao mesmo tempo (Gênio)

27) O Santos perdeu DAQUI A POUCO na Arena da Baixada! (Vidente)

28- Adriano e Sorin vão na mesma bola! (Os outros 20 jogadores devem estar com uma bola cada um)

29) O Adriano tá com uma disposição, correndo o campo todo, parece um LEÃO ENJAULADO. (???)

30) Chutou com a perna que não era a dele. (Devolve agora…)

31) O juiz mora aqui do lado, no Uruguai. Se ele apitar mal, vai todo mundo ligar pra casa dele. (Isso, passa o número agora)

32) Quando eu falar Rodrigo, interpretem Roger (É código?)

33) Esse Gonzales tem idade pra ser pai do Robinho. Tá com 32 anos e o Robinho tem (a partir daqui ele
começa a falar mais devagar, meio pensando na besteira que está dizendo) vinte e um…

34) É duro pro goleiro jogar com o campo molhado, porque a bola quando bate na água ganha velocidade! (Funciona bem assim mesmo. Eu tinha um primo na África que queria uma bola, aí eu fui na praia e chutei uma bola no mar. Não é que ela chegou pra ele lá em menos de 30 minutos !?! Sério, foi batendo na água e ganhando velocidade.)

35) O Brasil correu o risco de sofrer NOVAMENTE o segundo gol. (Aí não tem problema… o problema é se fosse o terceiro)

36) GOOOOOL! Éééééééé do SÃO CAETANOOOOOO! (Final da Copa do Brasil 2004, no Maracanã, primeiro gol do SANTO ANDRÉ sobre o Flamengo)

37) Olha lá o Péricles Chamusca orientando o time. (O Chamusca tava suspenso e era o auxiliar que estava no banco)

38- O juiz marca falta dentro da área… será que foi pênalti, Arnaldo?
(Não, foi tiro livre direto, sem barreira, daquela marquinha redonda, na grande área)

39) E André Heller Afasta o perigo (O nome do zagueiro do Flamengo é Fabiano Eller, e o André Heller joga Vôlei.)

40) – Graaande zagueiro esse Ayala!
- Ele só tem 1,77m, Galvão…

41) – Qual o STATUS do jogo, Falcão?
- É, Galvão, o Brasil precisa tomar muito cuidado porque o Peru tá crescendo e começando a entrar pelas costas da defesa.

VÔLEI

42) A Seleção de Cuba gosta de jogar na frente no placar (Por que será?)

43) E Gustavo sobe sozinho para o bloqueio individual! (Onde estavam os outros pra ajudá-lo no bloqueio individual?)

44) Uma bela paralela cruzada (O QUÊ???)

45) E os jogadores estão entrando em CAMPO. (Mostra o campo então, não a QUADRA)

FÓRMULA 1

46) Na Hungria, quando tem nuvem assim no céu, é sinal que vai chover (Só lá?)

47) Luz vermelha, lá vem a verde! (Que verde? Na Fórmula 1, para largar, as luzes vermelhas se apagam, e eles partem!)

48- Rapaz, o Montoya passou a menos de 0,5 cm do carro do Shumacher… se é que existe menos de 0,5 cm. (Dêem uma régua para ele)

49) Amigo, aqui não está só chovendo, está caindo água! (UAU! Que coisa impressionante!)

A MELHOR

50) E depois do jogo, assistam a mais um capítulo inédito de “VALE A PENA VER DE NOVO”.

Fonte: blogarei

Qual é o sexo do seu cérebro?

Posted by Iago on sexta-feira, agosto 21, 2009
O cérebro humano pode ser feminino ou masculino independentemente do sexo biológico de uma pessoa. Faça o teste e saiba se o seu cérebro tem o mesmo sexo que seu corpo

Thaís Ferreira
Divulgação
PESQUISA
O cérebro do homem pode ser feminino

As diferenças no corpo de homens e mulheres estão além da aparência e dos órgãos sexuais. A ciência detectou que até o cérebro apresenta características femininas ou masculinas. Essa diferença neurológica gera diferenças de comportamentos, sentimentos e modos de pensar entre homens e mulheres.

Você consegue saber se seu amigo está triste ou irritado só de olhar para ele? Essa é uma característica de um cérebro feminino. Mas um homem também pode ter essa sensibilidade e outros comportamentos geralmente ligados a um cérebro feminino. Isso porque a sexualidade cerebral não está ligada diretamente ao sexo do corpo. “O sexo do cérebro é determinado pela quantidade de testosterona [hormônio masculino] a que o feto fica exposto no útero. Em geral, homens recebem doses maiores do que as mulheres. Mas isso varia e nós ainda não sabemos exatamente por quê”, diz a ÉPOCA a neuropsicologista Anne Moir, da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

A diferença entre o cérebro dos dois gêneros tem raízes evolutivas. Segundo Moir, durante o desenvolvimento dos seres humanos, como o homem era o caçador, desenvolveu um cérebro com habilidades manuais, visuais e coordenação para construir ferramentas. Por isso, um cérebro masculino tem mais habilidades funcionais. Já as mulheres preparavam os alimentos e cuidavam dos mais novos. Elas tinham que entender os bebês, ler sua linguagem corporal e ajudá-los a sobreviver. Elas também tinham que se relacionar com as outras mulheres do grupo e dependiam disso para sobreviver na comunidade e, por isso, desenvolveram um cérebro mais social. Os homens, por sua vez, lidavam com um grupo de caçadores, não precisavam tanto um do outro e se comunicavam menos, apenas com sinais.

Moir acredita que a diferença de sexo entre cérebro e corpo pode estar ligada às causas do homossexualismo. “Se a concentração de testosterona no útero está mais baixa do que o padrão para os homens, então o 'centro sexual' do cérebro será feminino e esse homem sentirá atração por outros homens. Se a concentração desse hormônio estiver alta, o 'centro sexual' será masculino e ele sentirá atração por mulheres”, diz Moir.

 Reprodução
Moir está desenvolvendo uma linha de pesquisa para entender melhor as diferenças neurológicas entre homens e mulheres e, para isso, desenvolveu um teste que mostra numa escala de 1 a 20 qual é o sexo do cérebro. O número 1 representa o cérebro mais masculino possível e o 20, o mais feminino. Quem se aproxima do 10 tem um cérebro misto. Segundo Moir, esse último caso é muito comum em suas pesquisas.

Além do teste, outro fator que pode mostrar o sexo do cérebro de uma pessoa, segundo os estudos de Moir, é a medida dos dedos das mãos. Segundo os estudos da inglesa, geralmente, quem tem cérebro masculino tem o dedo indicador menor que o anelar (olhando para a mão de frente para a palma). Já cérebros femininos são associados a dedos indicadores do mesmo comprimento que os anelares. Mas isso não é uma regra sem exceção, como praticamente tudo na biologia. A pesquisadora diz que, às vezes, uma mesma pessoa tem uma mão nos padrões do cérebro masculino e outra do feminino e isso exige mais estudos para entender a organização do cérebro.

O exercício físico que mais emagrece

Posted by Iago on sexta-feira, agosto 21, 2009

Qual é o melhor exercício para perder 20 quilos? É o levantamento mais lento de garfo, poderiam dizer os médicos, fisiologistas e profissionais de educação física. Fazendo-se as contas, é fácil entender por que a dieta faz mais diferença na perda de peso que o exercício físico. O corpo perde massa quando gasta mais energia do que ingere. De toda a energia gasta por uma pessoa, 15% a 25% correspondem à atividade física. Quem tem uma dieta de 3.000 calorias por dia (bem acima da recomendada para um adulto não-atleta) e gasta 2.500 calorias para estar vivo teria de queimar pelo menos 600 calorias extras com exercícios se quisesse emagrecer sem mexer na dieta.

Mas os exercícios de alto gasto energético, como o boxe, são pesados demais para os obesos sedentários. A falta de preparo e as doenças associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão, poderiam nocautear o obeso muito antes de terminar o primeiro round. Para fins de perda de peso, portanto, mais vale reduzir o tamanho do prato. Então, para que serve o exercício se não é para queimar as calorias a mais?

O exercício físico “ensina” o corpo a usar os combustíveis fornecidos pelos alimentos de forma mais eficiente. No sedentário, afirma o médico do esporte Paulo Zogaib, o metabolismo está acostumado a estocar em forma de gordura quase tudo que entra. Como o corpo do sedentário se mexe pouco e gasta pouca energia, as calorias contidas em doces, massas, carnes e frituras vão quase todas aumentar os estoques de gordura dentro das células adiposas.

Quando a pessoa começa a se exercitar, os músculos precisam de mais energia do que estavam acostumados a usar, e o metabolismo é obrigado a se ajustar à nova necessidade. É aí, nesse ajuste, que começam a surgir os benefícios. Um deles é a maior capacidade de transformar gordura armazenada em energia. No sedentário, durante a atividade física, o corpo usa quase somente açúcar (glicose) como combustível. Mas o açúcar sozinho não serve para esforços de longa duração. Na queima do açúcar, fica um resíduo metabólico chamado ácido lático, que causa a dor da cãibra e limita o tempo de esforço. A gordura armazenada é um combustível mais eficiente, e é o condicionamento físico que mostra ao corpo o caminho até ela.

A questão é qual exercício vai ter melhor resultado em cada pessoa. O tempo de esforço que cada um suporta depende do peso corporal, da quantidade de massa muscular, da capacidade de consumo de oxigênio e de muitos outros fatores. Segundo Zogaib, não vale a pena apostar todas as fichas num exercício muito difícil, que vá esgotar suas energias em dois minutos. Nem num muito fácil, que se possa suportar por uma hora mas que não vá mudar nada no metabolismo. “O ideal é procurar um nível de esforço que seja difícil e que se possa continuar por 20 a 30 minutos”, diz. Normalmente, isso equivale a algo entre 60% e 70% da carga máxima que você aguenta, que pode ser medida pelos batimentos cardíacos.

A chave para ter resultado sempre é não se acomodar no esforço confortável. Como o corpo condicionado fica mais capaz de realizar esforço, exercitar-se aquém dessa capacidade significa descansar. É preciso dificultar um pouco mais o exercício a cada vez.

"Quando o corpo se ajusta ao maior consumo de energia, surgem os benefícios"
PAULO ZOGAIB, médico do esporte

Os exercícios contínuos de longa duração (caminhada, corrida de fundo, natação) foram por muito tempo considerados a melhor opção para emagrecer. Mais recentemente, no entanto, percebeu-se que é mais fácil perder peso combinando esses exercícios (chamados aeróbicos) com os exercícios de força, que aumentam a massa muscular. Isso porque os músculos são grandes consumidores de energia. A musculação aumenta esse consumo não só durante, mas também horas depois do exercício. Num estudo com adolescentes obesos realizado pelo Grupo de Estudos da Obesidade (GEO) na Universidade Federal de São Paulo, a eficácia dessa combinação foi testada e comparada com aquela antiga, recomendada pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte. Todos os voluntários seguiram durante um ano a mesma terapia, que inclui exercícios monitorados, orientação nutricional, atendimento psicológico e atendimento clínico. Mas, na hora dos exercícios, ao longo de 14 semanas, eles foram divididos em dois grupos. Parte deles fez 60 minutos de caminhada ou corrida na esteira, três vezes por semana, enquanto os demais fizeram 30 minutos de exercício na esteira mais 30 minutos de musculação.

Esses 30 minutos de musculação não eram iguais em todas as sessões. A cada dia da semana havia um treino com cargas diferentes. E, a cada quatro semanas, a sobrecarga usada mudava. É a periodização. “Esse tipo de treino normalmente é proposto para atletas e esportistas”, diz Denis Foschini, autor do estudo. Ao final, ele observou nos voluntários do grupo da musculação um melhor ganho de saúde em comparação com o primeiro grupo. Foram registrados melhores resultados em matéria de resistência à insulina, colesterol, força e massa muscular, taxa metabólica de repouso e diminuição da dor. “O grupo que fez só esteira perdeu força, enquanto o da musculação aumentou a força muscular em 300%, em média”.

Luis Filipe Galo, de 19 anos, entrou no programa pesando 98 quilos e saiu com 74. Ele ficou surpreso quando, após a bateria de exames que a equipe da Unifesp encomendou, no começo do ano passado, foi diagnosticado como obeso, com problemas no fígado, resistência à insulina e um tumor maligno na tiroide. Até então, sua barriguinha proeminente, nem tão grande assim, não incomodava muito e ele levava tranquilo sua vida sedentária. Por sugestão da mãe, inscreveu-se no programa da universidade. Logo que começou com os exercícios e a dieta, aderiu ao novo estilo de vida. “No começo dói o corpo todo. Mas adorei tudo desde a primeira semana”, diz Galo. Agora ele tem de se cuidar por conta própria. Sem a tiroide por causa do tumor, pretende manter o peso numa academia assim que se recuperar da cirurgia.

Ainda que a perda de peso seja lenta, os resultados das alterações metabólicas podem ser sentidos longe do espelho. À medida que se adapta aos novos esforços, o corpo sofre menos para executar movimentos que antes eram um suplício. A estudante Fernanda Larissa Camilo já tinha tentado diversas vezes perder peso numa academia. A inibição diante de sarados e magrinhas e o tédio na musculação a levavam a desistir. Depois de um ano de terapia com o GEO, já acha o exercício prazeroso. “Fico feliz quando consigo aumentar a carga”.

Os especialistas afirmam que é mais importante apreciar as pequenas mudanças e adotar para sempre o hábito de se mexer que realizar grandes esforços e emagrecer rapidamente. Com o tempo, um lance de escada que antes causava suadouro exagerado, dor nos joelhos e preguiça passa a fazer parte do cotidiano. Mais disposto e sem dores, o ex-obeso começa automaticamente a se movimentar mais e a gastar mais energia. É um longo processo, mas ele funciona.

Qual o exercício emagrece mais
A melhor opção é sempre aquela que você não vai largar. Invista no prazer

O conselho dos especialistas é: pratique a atividade física de que você mais gosta. Assim é mais fácil manter o hábito. Até jogar peteca dá bom resultado. Basta ir ajustando a duração e a intensidade à medida que aumentar sua capacidade. Depois, pode-se evoluir para modalidades mais intensas. Quem quer praticar corrida deve se certificar de que as articulações estão aptas a suportar um impacto equivalente ao dobro de seu peso corporal. “É preciso muito cuidado com o aparelho locomotor”, diz Arnaldo José Hernandez, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte.


Revista Época CAMINHADA
Apesar de ser um dos exercícios mais leves, pode representar um esforço intenso para uma pessoa muito pesada e sedentária. É a modalidade mais segura. De baixo impacto, não força muito as articulações. Requer apenas um tênis confortável, uma bela paisagem e, se quiser, boas companhias
Revista Época DANÇAS
As de salão são uma boa alternativa para quem não gosta de monotonia. Podem ser mais intensas que a caminhada, pois movimentam o corpo todo. Mas não vale ficar no fundo da sala assistindo. A dança funciona como exercício aeróbico – desde que você dance sem parar
Revista Época NATAÇÃO
Recomendada como atividade aeróbica, é indicada para quem gosta de ficar sozinho, no silêncio. Tende a gastar menos energia que a corrida, mas tem a vantagem de não exercer impacto sobre as articulações. O ideal é complementá-la com exercícios de força
Revista Época HIDROGINÁSTICA
Pode ser programada para exercitar força e capacidade cardiovascular alternadamente. Aparelhos que aumentam a resistência da água intensificam o esforço e aumentam o suadouro, preservando coluna e joelhos. Ótima opção para “pegar pesado” sem precisar levantar peso
Revista Época MUSCULAÇÃO
Complemento importante dos exercícios aeróbicos, aumenta a massa muscular e o gasto energético. Também ajuda a proteger as articulações e fortalece os ossos. A pessoa pode fazer todos os exercícios sentada e com a coluna apoiada, o que facilita os movimentos para os muito obesos

Fonte:http://revistaepoca.globo.com

É verdade que as crianças crescem mais enquanto dormem?

Posted by Iago on sábado, agosto 08, 2009




Não, as crianças crescem durante todo o dia. Mas a crença de que elas espicham mais enquanto dormem tem sentido: é que nesse período o corpo realmente aumenta a produção do hormônio do crescimento (GH). No entanto, o GH serve apenas de estímulo para a secreção de um outro hormônio: o IGF-1, esse sim responsável por processos importantes no organismo, como a síntese de proteínas nos ossos e nos músculos e a absorção de nutrientes. "Uma vez estimulado, o IGF-1 age 24 horas por dia", diz a neuroendocrinologista Ana Maria Lengyel, da Unifesp. Por isso não dá para dizer que haja picos de crescimento.

Uma coisa é certa: dormir bem é fundamental para o funcionamento desses hormônios. E, como estão em desenvolvimento, crianças e adolescentes precisam descansar mais que os adultos. A quantidade ideal varia de pessoa para pessoa. "O importante é que ela acorde animada e fique bem disposta", diz o endocrinopediatra Durval Damiani, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Mas mesmo noites de rainha não garantem altura de modelo a ninguém, Sabrina. O crescimento depende de uma série de fatores, como alimentação adequada, exercícios físicos regulares e condições emocionais favoráveis. Tudo isso dá uma mãozinha à genética, que (infelizmente) é soberana quando o assunto é tamanho.

GH misterioso
Hormônio do crescimento é produzido até na velhice

O GH, o hormônio do crescimento, não é produzido apenas durante a infância e a adolescência. Nos adultos ele também está presente, só que a produção vai diminuindo com o passar do tempo. Para se ter uma idéia, aos 60 anos, uma pessoa secreta só 25% da quantidade do hormônio produzida aos 20 anos. Ainda não se sabe ao certo a função do GH na terceira idade, mas há indícios de que o declínio da sua fabricação esteja associado a sintomas do envelhecimento, como rugas, cabelo branco, aumento da gordura corporal e diminuição da capacidade sexual.

É verdade que a cada geração ficamos mais altos?

Posted by Iago on sábado, agosto 08, 2009


É verdade, principalmente nos países desenvolvidos. Apesar de o crescimento ser limitado pela genética, a melhora na dieta e nas condições de saúde sempre traz centímetros a mais. "O consumo de proteínas estimula a produção de células dos tecidos ósseos e musculares, acelerando o crescimento", diz a nutricionista paulista Flora Spolidoro. Em muitas cidades brasileiras tornou-se comum ver filhos maiores que os pais. O pediatra Sidney Brandão, da Universidade Estadual de Campinas, analisou a estatura das últimas três gerações naquela cidade e comprovou um aumento médio de 3 centímetros por década. Mas o caso mais exemplar de espichamento é o do Japão. No período anterior à Segunda Guerra Mundial, a dieta japonesa era pobre em cálcio e proteína animal. Todo mundo era tampinha. Depois da década de 50, com o rápido desenvolvimento da economia, o cardápio nipônico também ficou mais rico. Hoje a média de estatura dos jovens japoneses é de 1,71 metro. "Há grupos sociais que chegam a 1,80", afirma Brandão. Ou seja, baixinho é a avó.

É verdade que as pilhas gastas se recarregam na geladeira?

Posted by Iago on sábado, agosto 08, 2009



Não, pois possuem produtos químicos que diluem a camada de gases contida nelas.

Não. A pilha comum, chamada seca, utilizada nos brinquedos e aparelhos eletrônicos e domésticos, só descarrega – e não recebe – energia, devido ao seu líquido condutor de elétrons, selado e imobilizado. A pilha funciona com um pólo positivo e outro negativo, separados por gases, fazendo passar uma corrente elétrica pelo líquido. As baixas ou altas temperaturas, o choque térmico dilui a camada isolante de gases no líquido, despolarizando a pilha, que funcionará até polarizar-se novamente, logo a seguir. As próprias pilhas têm produtos químicos para diluir a camada de gases, mas eles tendem a perder o efeito com o tempo.

Ansiedade

Posted by Iago on sexta-feira, agosto 07, 2009

Quando todas as coisas boas da vida – amor, dinheiro, sexo e diversão – se tornam motivo de preocupação, é sinal de que algo está errado. Entenda o que é a ansiedade e aprenda a conviver com esse sentimento, que é mais comum e antigo do que você imagina.

Vamos começar pelo final. Quando você terminar de ler esta reportagem, terá descoberto que ansiedade é o sentimento típico de quem vive no futuro, se preocupando com as coisas que ainda vão acontecer. E que, se estamos vivos hoje, é a ela que devemos agradecer, porque nos fez ser mais cautelosos durante séculos e séculos de evolução. Você também vai aprender que todos os tipos de ansiedade podem ser tratados com remédios ou terapia, mas que, por mais que eles atrapalhem o trabalho, o namoro, as coisas boas da vida e acabem com a sua paciência no trânsito, nem sempre é bom se livrar deles. Dá para conviver com a ansiedade pacificamente – e é isso que vai fazer a diferença na hora de reconhecer que nem tudo precisa ser motivo de preocupação o tempo todo.

Pronto, se, como bom ansioso, você queria saber como esta matéria vai acabar, não precisa mais correr para a última página. Pode seguir aqui, com calma, para entender de onde surgiu esse problema e para aprender por que falar de ansiedade está na moda. Há mais de 300 mil livros e 100 mil artigos médicos sobre o assunto, e o número aumenta todos os dias. Oito em cada 10 trabalhadores apresentam algum sintoma de ansiedade ao longo da carreira, segundo pesquisa de uma associação internacional voltada ao estudo do estresse. Em algum momento da vida, você vai sentir a sensação de que não vai dar conta das coisas. Não existe quem nunca tenha sofrido com a ansiedade. E, acredite se quiser, isso pode ser bom. Mas, afinal, o que é essa sensação?

O futuro é agora

Ansiedade não é doença. Faz parte do nosso sistema de defesa e está projetada em quase todos os animais vertebrados, do peixinho dourado até aquela sua tia histérica. Foi ela que nos trouxe aqui através da evolução. A seleção natural, aliás, favoreceu animais e pessoas preocupadas em excesso. Imagine o seguinte: um grupo de homens das cavernas passeia pelos campos da PréHistória, quando, de longe, aparece um tigredentesdesabre enfurecido. Aqueles mais inquietos, atentos ao mundo à volta, escapam primeiro. Mas os distraídos (e menos ansiosos) são presas fáceis para o animal – e, assim, também acabam eliminados do rol genético da época. Transfira isso para milênios e milênios de evolução e o resultado é que todo mundo é ansioso em menor ou maior grau.

Hoje não há mais predadores vorazes à solta para nos atacar. Mas convivemos com outras ameaças. Psicólogos da Universidade Stanford, por exemplo, provaram que pessoas mais ansiosas perdem menos dinheiro em investimentos financeiros de risco. É simples: quem se preocupa demais aprende mais rápido quando o risco de perder dinheiro é real. Ou seja, a ansiedade pode salvar sua pele.

É meio complicado definir esse quadro. Sim, você sabe o que é ansiedade, mas consegue realmente explicála? O termo em si é novo, tem pouco mais de 100 anos de idade. O primeiro que falou em ansiedade da maneira como a conhecemos foi Sigmund Freud, no fim do século 19, e, ainda assim, com uma definição bem pouco precisa: ansiedade é o medo de “algo incerto, sem objeto”.

O significado mais aceito hoje em dia vem do psiquiatra australiano Aubrey Lewis que, em 1967, descreveu o termo como “um estado emocional com a qualidade do medo, desagradável, dirigido para o futuro, desproporcional e com desconforto subjetivo”. De uma forma geral, a ansiedade é um sentimento incômodo e projetado para o futuro. A pessoa ansiosa vive num estado de alerta constante por causa de uma situação que pode acontecer – e causar sofrimento. É o caso do homem que quer puxar assunto com uma mulher bonita, mas tem medo de ser rejeitado. A crise interna que ele sente nesse momento, em que não sabe se deve ir ou ficar na vontade, é a ansiedade.

Não é à toa que o medo é um sentimento essencial para descrever a ansiedade. Ambos surgem no mesmo sistema do nosso corpo, o límbico, e estão localizados nas mesmas regiões do cérebro: a amígdala, a substância cinzenta periaquedutal e o septohipocampal. As 3 são áreas que fazem parte do nosso mecanismo de defesa, que analisa o mundo à volta à procura de ameaças, registram os perigos e também armazenam novos riscos para o futuro.

A diferença entre as duas sensações está na distância do perigo: na ansiedade, o motivo de preocupação está no futuro; no medo, a ameaça está próxima. Quem teme constantemente ser assaltado na rua, vive num estado ansioso – mas, no momento do assalto, a pessoa sente simplesmente medo. O jeito como o corpo reage a cada um desses estados emocionais também é completamente distinto. Quando sentimos ansiedade, conseguimos agir racionalmente e traçar planos para eliminar o perigo com calma. Já quando sentimos medo, as nossas reações básicas são as mesmas de um animal acuado, que decide se enfrenta a ameaça ou se sai correndo para longe o mais rápido possível. Desde os anos 50, experimentos em ratos e macacos identificaram quais são as regiões do cérebro que regulam a ansiedade e quais são os comandos que elas liberam para o nosso corpo. Por meio de testes que medem as atividades neurológicas de cada área do cérebro, percebeuse que ratinhos ansiosos (aqueles que sentiram somente o cheiro de um gato, mas não o viram) tinham grande movimentação na lateral de sua amígdala e na parte central de seu hipotálamo. Assim, também descobriram que ratos sem a substância cinzenta periaquedutal não sentem medo e são capazes de passar na frente de gatos ou outros predadores tranqüilamente.

Mas infelizmente as coisas dentro da nossa cabeça são um pouquinho mais complicadas do que as dentro da cabecinha de um rato de laboratório. O que influencia, e muito, a ansiedade é a nossa maneira de pensar. “Se a pessoa é muito catastrófica e imagina o tempo inteiro que as coisas vão dar errado, ela sofre mais com a ansiedade”, diz Thiago Sampaio, psicólogo membro da Associação dos Portadores de Transtornos de Ansiedade (Aporta). Essa idéia de pensamento catastrófico faz uma pessoa ser mais preocupada do que outra. E é central para entender a ansiedade no ser humano.

Pegue o caso da mulher que está sozinha em casa e ouve um barulho na porta de entrada. Em vez de lembrar que é seu filho voltando da escola, ela imagina que são ladrões tentando invadir sua casa – e começa a sentir ansiedade. Se tivesse pensado que poderia ser simplesmente o filho, ela não teria sofrido nenhum desconforto. Por mais que essa linha de pensamento seja irracional e automática, é algo que podemos aprender a controlar – sozinhos ou com a ajuda de terapia. Assim, ao contrário do que acontece nos ratos, o processo cognitivo (que é a maneira como pensamos) é essencial para determinar o grau de ansiedade que cada pessoa vai sentir ao longo da vida.

Esse, aliás, é um dos pontos mais nebulosos da ansiedade. Por que meu amigo é tão tranqüilo e eu vivo em estado de preocupação? A resposta pode estar na genética e nas experiências de vida de cada um. Um experimento conduzido pela Universidade Columbia, nos EUA, mostrou que a ocorrência de transtornos de ansiedade, como síndrome do pânico e agorafobia, em gêmeos é de 30 a 40% maior, comparado com o resto da população. Outra pesquisa, da Universidade de Bonn, na Alemanha, até já arranjou o culpado para as nossas preocupações: o gene COMT. Um quarto da população mundial tem uma mutação nesse gene que determina a predisposição ao pensamento catastrófico. Sim, quem tem essa mutação pensa que as coisas sempre vão dar errado – e é mais ansioso.

O que também influencia na predisposição para ser mais ou menos ansioso são as experiências (traumatizantes ou não) que cada pessoa teve. Um homem que já foi assaltado no trânsito por um motoqueiro pode sentir desconforto toda vez que algum motoboy se aproxime do carro dele – mesmo que isso não represente ameaça alguma.

Há outro ponto gerador de ansiedade: ser mulher. Elas costumam sofrer mais com transtornos de ansiedade do que homens por dois motivos. O primeiro é hormonal: “A mulher não produz hormônios regularmente como o homem. No período prémenstrual, por exemplo, o cérebro dela fica privado de duas substâncias calmantes e antidepressivas, que são o estrógeno e a progesterona. Essa produção inconstante causa a TPM e a deixa mais vulnerável aos transtornos ansiosos”, diz Valentim Gentil, professor da USP e Ph.D. em psiquiatria pela Universidade de Londres. O segundo é social: para as mulheres, é natural expressar os sentimentos, e elas são treinadas desde pequenas a externar sensações normalmente. Já o homem aprende que sentir ansiedade é sinal de fraqueza, e tem de aprender a lidar com ela para ser mais bemaceito socialmente

Tempos ansiosos?

Saber lidar com as preocupações se tornou uma característica desejada, porque a ansiedade foi relegada ao posto de vilã do mundo moderno. Apesar de ser essencial para a sobrevivência, ela ganhou o estigma de atrapalhar as relações pessoais, a competência no trabalho e todo tipo de situação delicada. “Se o candidato não consegue dominar a ansiedade na hora da seleção de emprego, já questionamos como ele agirá no ambiente de trabalho”, diz Adriana Vilela, analista de recursos humanos da RHBrasil, empresa que recruta candidatos para o mercado de trabalho. É muito comum, aliás, as pessoas reclamarem que são ansiosas demais e os especialistas chamarem os nossos tempos de “era da ansiedade”.

Mas essa noção de que vivemos numa época especialmente estressante é coisa ultrapassada, na verdade. A idéia de “era da ansiedade” nasceu antes da internet e do computador. Apareceu pela primeira vez em 1947, num poema do inglês Wystan Hugh Auden, que, desiludido com a humanidade depois da 2ª Guerra Mundial, criticou o homem e sua busca sem sentido por significado. Desde então, há pelo menos uma obra por década que afirma que o ser humano está passando pelos tempos mais difíceis de sua história e que, coitados de nós, sofremos demais com a ansiedade. Na década de 1950, a 2ª Sinfonia do músico americano Leonard Bernstein foi chamada de “era da ansiedade”. Além disso, há quase 4 mil trabalhos acadêmicos que usam essa expressão como base teórica – de dissertações sobre religião a doutorados em farmacologia. Parece que a ansiedade está intrinsecamente ligada à noção de modernidade. Mas será que há realmente épocas mais ansiosas do que outras?

“É impossível dizer que somos mais preocupados hoje em dia, porque não tínhamos tantos indicadores antigamente. E não podemos nos esquecer que vivemos hoje num tempo onde a psicologia e a psiquiatria têm um papel muito importante”, diz o professor de sociologia da Universidade de Kent, Iain Wilkinson, que também escreveu um livro sobre o assunto. Antes da ascensão da psicologia, no começo do século 20, ninguém tinha o hábito de pensar em seus problemas mentais e todos os distúrbios espirituais eram tratados como doença.

O que sabemos de fato, por relatos, é que já se sofria fisicamente com esse mal. O poeta inglês do século 14 Thomas Hoccleve dizia que convivia constantemente com um “forte peso” dentro do peito, e há registros de pessoas que se sentiam “doentes de preocupação” já no século 18. Isso muito antes de Freud e do avanço da psicologia. “Hoje em dia, a indústria farmacêutica faz de tudo para vender remédios. Tem muita gente se medicando com drogas psiquiátricas, então parece que todo mundo sofre com a ansiedade o tempo todo”, diz Renata Salecl, professora de direito da London School of Economics, na Inglaterra, e autora do livro Sobre a Ansiedade. Ou seja, não dá para saber exatamente se há mais pessoas ansiosas nos nossos dias ou se parece que somos mais ansiosos simplesmente porque sabemos que essa condição existe.

Na verdade, a palavra ansiedade tem uma genealogia milenar. Veio primeiro do alemão: Angst; depois do grego antigo: ; e do latim: angor. E angor, por sua vez, procedeu da palavra egípcia ankh. No Egito antigo, esse era o nome dado ao símbolo do sopro da vida, que tinha origem na primeira tomada de ar de um bebê na hora do nascimento. Ou seja, já na raiz mais remota, a ansiedade estava relacionada à respiração – ou à falta dela.

E nada indica que a vida dos nossos antepassados era mole. Epidemias, por exemplo, eram freqüentes e fatais. No século 14, um terço dos europeus morreu por causa da peste bubônica. Mas nem é preciso ir tão longe: em 1889, um surto de febre amarela matou ou afugentou 90% dos habitantes da cidade de Campinas, no interior de São Paulo. Em 1902, uma em cada 4 crianças que nascia na capital paulista não passava do 1º ano de vida. Imagine a ansiedade que as mães sentiam cada vez que um filho vinha ao mundo, sem saber se ele iria sobreviver. Isso sem mencionar as condições de higiene, alimentação e habitação – parcas – daquela época.

“Enquanto que na Antiguidade, a ansiedade surgia de fatores externos, como doenças e catástrofes naturais, a dos nossos tempos é imposta por nós mesmos. Podemos até chamála de ansiedade neurótica”, diz Christian Perring, professor de filosofia da Universidade Dowling em Nova York, que estuda a relação entre filosofia e psiquiatria. Os fatores que mais causam preocupação atualmente são coisas muito menos tangíveis, como satisfação no emprego, realização amorosa, visual perfeito. Como nossos antepassados ainda estavam ocupados em sobreviver, dificilmente tinham as crises e neuroses que temos agora. De fato, boa parte das nossas apreensões vem das milhares de possibilidades de escolha que temos hoje em dia.

As opções são muitas. Se no século 18, havia apenas 20 empregos diferentes nos quais uma pessoa podia fazer carreira, hoje esse número já passa dos 20 mil – e continua aumentando. O tempo que cada trabalhador passa num emprego também não pára de diminuir. O Ministério do Trabalho dos EUA calcula que um empregado vá passar por 10 a 14 cargos diferentes antes dos 40 anos. O número de divórcios aumentou 13 vezes em 3 décadas. Esses dados são impressionantes, se lembramos que antigamente casamento e emprego duravam muito mais, se não a vida inteira. “Vivemos a ideologia da escolha, somos donos da nossa própria vida e só dependemos de nós mesmos para encontrar a felicidade. Essa idéia de liberdade é atual e causa muita ansiedade”, diz Renata Salecl, da London School of Economics.

Quem colocou o assunto no repertório dessa maneira foram os filósofos existencialistas, na metade do século passado. Os franceses JeanPaul Sartre, Albert Camus e Simone de Beauvoir passaram livros e mais livros discutindo de que maneira a quebra das formas tradicionais de família e religião afetou a humanidade. Quando a maior preocupação dos homens deixou de ser o destino de sua vida após a morte (o céu, o inferno, o purgatório), eles começaram a se preocupar em criar valores e morais próprios. E isso causou uma ansiedade tremenda.

Processar os dados

Mas, se há um fator gerador de ansiedade que seja típico dos nossos tempos, esse é a informação. Sim, são as coisas que você lê todos os dias nos jornais, recebe por email e aprende na SUPER. Diariamente, há notícias de novos alimentos que causam câncer, de novos vírus mutantes que atacam o seu computador, de novos criminosos violentos que estão à solta por aí. É ou não é de enlouquecer?

A velocidade com que a informação viaja o mundo é algo muito recente, com o qual os seres humanos ainda não sabem lidar – e muito menos aprenderam a filtrar. Já foram cunhados até alguns termos para definir a ansiedade trazida pelos novos meios de comunicação: technologyrelated anxiety (ansiedade que surge quando o computador trava, que afeta 50% dos trabalhadores americanos), ringxiety (impressão de que o seu celular está tocando o tempo todo) e a ansiedade de estar desconectado da internet e não saber o que acontece no mundo, que já contaminou 68% dos americanos.

E a tendência é só piorar. De acordo com Richard Saul Wurman, em seu livro Ansiedade de Informação, uma edição de domingo do jornal The New York Times tem cerca de 12 milhões de palavras e contém mais informação do que aquela que um cidadão do século 17 recebia ao longo de toda a vida. A capacidade de computação mundial aumentou 8 mil vezes nos últimos 40 anos. Com esse ritmo, especialistas calculam que produzimos mais informação na última década do que nos 5 mil anos anteriores. E todo esse acúmulo causa ansiedade. “Nós não fomos desenhados pela evolução para lidar com tanta informação”, diz Christian Perring.

Poucas coisas mudaram tão rapidamente como a troca de informações. Em 1801, a notícia de que Portugal e Espanha estavam em guerra demorou 3 meses para chegar ao Rio Grande do Sul. Quando chegou, o capitãodearmas do estado declarou guerra aos vizinhos espanhóis, sem saber que a batalha na Europa já tinha terminado. Em 2004, quando um tsunami devastou o litoral do Sudeste Asiático, os primeiros blogs já estavam dando detalhes da destruição em menos de duas horas.

Hoje em dia, ficamos sabendo de todos os desastres naturais, todos os ataques terroristas e todos os acidentes de avião que acontecem ao redor do mundo, e nos sentimos vulneráveis. E, muito mais do que isso, nos sentimos incapazes se não sabemos palpitar sobre a música da moda, a eleição americana ou o acelerador de partículas na Suíça. Já que a informação está disponível, por que não sabemos de tudo um pouco? Essa avalanche de informação também causa outro tipo de neurose.

O tempo todo, as TVs e revistas do mundo exibem corpos esculturais, executivos milionários e atletas de alto rendimento. Na comparação com essas pessoas, nós, reles mortais, sempre saímos perdendo. “Claro que nos comparamos com quem é bemsucedido e maravilhoso. Infelizmente, não estamos preparados para viver com um grupo de comparação tão grande, e o resultado é que ficamos ansiosos e com baixa autoestima”, diz o filósofo Perring. O que ele quer dizer é que o ser humano sempre funciona na base da comparação. Ou seja, se todo mundo ao seu redor tiver o mesmo número de recursos, você não vai se sentir pior do que ninguém. Mas, se, de repente, uma pessoa do seu lado ficar muito mais rica, bonita, feliz e bemsucedida, você vai se sentir infeliz. Quer dizer, podemos não sofrer mais com a falta de comida ou com doenças, mas sofremos porque não somos todos iguais ao Brad Pitt e a Angelina Jolie.

Amiga ou inimiga?

Todos esses motivos que nos preocupam diariamente não apagam um fato: ansiedade às vezes atrapalha. Quem nunca teve um branco na hora de uma prova ou não conseguiu dormir por causa de uma pendência no trabalho? Essas pequenas preocupações afetam o cérebro e o corpo, e muitas vezes podem até virar doença. Basta pensar nas reações físicas que sentimos quando estamos muito ansiosos: falta de ar, taquicardia, boca seca, tremedeira, sudorese. Sem falar nos problemas psicológicos: insônia, insegurança, irritabilidade, tristeza. São mais de 30 sintomas que podem aparecer do nada.

Quer dizer, do nada, não. Quando estamos preocupados, aquelas partes do cérebro responsáveis pela sensação de medo e de ansiedade, a amígdala e o hipotálamo, interpretam que o corpo está correndo perigo. Liberam hormônios, principalmente a adrenalina e os glucocorticóides, que aumentam o batimento cardíaco e a respiração (daí vem a taquicardia e a falta de ar), inibem o sistema digestivo (boca seca) e trabalham para evitar o aquecimento excessivo do corpo (suor). Em suma, preparam o corpo para lutar ou fugir. Acontece que na ansiedade o perigo não é iminente, porque está projetado no futuro – muitas vezes nem há ameaça concreta. E o corpo fica alterado à toa.

Para complicar, a linha que separa a ansiedade normal da exagerada é muito tênue e varia de pessoa para pessoa. Tem quem lide muito bem com uma rotina agitada, enquanto que outros não podem nem pensar em ter preocupações. “A ansiedade se torna patológica quando começa a atrapalhar a vida do paciente”, diz Márcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Ou seja, é arbitrário. Quando isso acontece, pode ser sinal de transtorno. No Brasil, estimase que 23% da população tenha algum tipo de distúrbio ansioso ao longo da vida. São eles: a síndrome do pânico, o estresse póstraumático, as fobias, o transtorno obsessivocompulsivo e o transtorno de ansiedade generalizada. A probabilidade de morrer de problemas cardíacos pode ser até 4 vezes maior para quem tem algum desses transtornos. Parece assustador, mas a boa notícia é que todos têm cura.

Na verdade, todo tipo de ansiedade pode ser melhorado – e a humanidade tenta dar um jeitinho nisso desde sempre. Antes da descoberta dos ansiolíticos e antidepressivos, na década de 1950, a ansiedade era contornada com bebidas alcoólicas. E o pior é que encher a cara para esquecer as preocupações funciona. O que também funciona é consumir ópio, por exemplo. Só há um problema: essas substâncias têm uma margem de segurança baixa e é muito fácil se viciar ou tomar uma dose excessiva. Ou seja, melhor não tentar isso em casa. “É ótimo que hoje em dia existam medicamentos. Hoje, em vez de indicar um balde de rum para o paciente, posso prescrever um ansiolítico”, diz Valentim Gentil.

Os remédios mais eficientes para diminuir a ansiedade são os benzodiazepínicos ou ansiolíticos (Valium, Dienpax, Lexotan etc). O processo é o seguinte: as áreas do cérebro responsáveis pela ansiedade têm milhares de receptores de benzodiazepínicos (vamos chamálos de BZ a partir de agora). Quando o BZ chega a esses receptores, o cérebro começa a produzir ácido gamaaminobutírico (Gaba). E aí está o segredo: o Gaba é um forte sedativo do sistema nervoso e inibe a atividade das áreas que normalmente produzem ansiedade. A grande maravilha é que o Gaba ainda consegue evitar que o cérebro aprenda novos motivos de preocupação. Perfeito, não? Quase. “Os benzodiazepínicos são ideais para ansiedades pontuais, como quem tem medo de avião, por exemplo. O problema é que eles podem viciar”, diz Márcio Bernik.

Outro tipo de medicamento são os serotonérgicos, vulgo antidepressivos (Prozac, Zoloft etc). Esses remédios aumentam a concentração de serotonina no nosso corpo ao impedir que esse neurotransmissor seja reabsorvido nas sinapses no cérebro. Como a serotonina regula vários processos internos, inclusive os que influenciam o humor, ela é eficiente para controlar a ansiedade. É tão essencial que aquelas pessoas que têm mais serotonina no corpo também têm mais resistência a situações de estresse.

Os químicos podem até ajudar o cérebro a não se preocupar demais, mas não adiantam nada se a pessoa continuar pensando catastroficamente. Lembra que boa parte da nossa ansiedade vem dos nossos pensamentos? Por isso, recomendase que os medicamentos sejam tomados juntamente com sessões de terapia, para mudar a forma de pensar dos pacientes. A terapia mais usada é a cognitivocomportamental, a TCC. “Não existe terapia mais efetiva para tratar qualquer quadro psiquiátrico, inclusive os transtornos de ansiedade”, diz o professor de psicologia da UFRJ, Bernard Rangé. A afirmação é embasada por um estudo da Universidade de Boston: a conclusão é que a TCC é eficiente em 71% dos pacientes com síndrome do pânico, contra apenas 25% dos outros tipo de terapia. A primeira coisa que a TCC faz é questionar a linha de raciocínio do paciente. Por meio de perguntas, o terapeuta tenta convencêlo de que seus problemas não podem ser tão grandes quanto ele imagina. Se o motivo de ansiedade for algum ponto específico, como uma fobia, o método mais usado é o tratamento de exposição. Digamos que o paciente tem medo de falar em público. Provavelmente, o terapeuta vai estimulálo a passar por essa situação bem aos pouquinhos. Os resultados aparecem a partir de 3 ou 4 semanas.

Mas cuidado para não exagerar. Como a ansiedade virou um mal do mundo moderno, é cada vez mais comum pessoas recorrerem a tratamentos para eliminar qualquer tipo de preocupação. Mas nem todas as dores de cabeça são problemas de verdade. “Não podemos simplesmente reprimir a ansiedade. O mundo precisa ter pressa, energia e motivação, e a nossa sobrevivência depende disso”, diz Valentim Gentil. A ansiedade é como uma febre: um sintoma de que algo está errado. Se simplesmente tratarmos a febre, podemos ignorar o real problema – e isso é perigoso. O grande desafio é descobrir os motivos da inquietação.

Na maioria dos casos, a ansiedade diminui quando há o enfrentamento direto do problema. Ou seja, se a dificuldade estiver no futuro e distante, a inquietação não vai passar. Não tem muito segredo, é só mentalizar que os problemas lá na frente não podem ser tão grandes assim. Infelizmente, não existe uma forma mágica para diminuir a ansiedade, mas o mecanismo é meio parecido com o do pensamento positivo. Pensar que as coisas vão dar certo diminui o pensamento catastrófico e, assim, a ansiedade. E, se os problemas ainda afligem demais, podemos seguir o exemplo de algumas cidades nos EUA. Elas instituíram um dia para extravasar as preocupações, o 9 de março, e o chamaram de Dia do Pânico. Nessa data vale tudo: gritar, espernear, surtar e botar para fora todas as ansiedades. Vale a pena tentar.


Pensamento catastrófico
Veja aqui um exemplo de como pensar no pior aumenta a ansiedade

1

Barulhão

Uma mulher está tranqüila em casa, quando ouve um barulho alto e estranho.

2

Realidade

Se ela não imaginar o pior, vai se lembrar que a janela estava aberta e acabou de bater com o vento.

Pessimismo

Se ela pensar catastroficamente, vai imaginar que é um ladrão entrando pela janela.

3

Tranqüilidade

Sem perigo por perto, a mulher permanecerá calma e não se preocupará com nada.

Ansiedade
Com o ladrão imaginário entrando em casa, a mulher ficará muito ansiosa sem motivo algum.


Cada um com seus problemas
Toda época tem seus motivos de preocupação. Veja o que mais incomodou os homens ao longo dos tempos

PASSADO

Predadores

Na Pré-História, qualquer truque para escapar de predadores era bem-vindo. Foi principalmente nessa época que a ansiedade definia quem iria sobreviver e quem não. Os mais preocupados fugiam rapidinho, e os distraídos viravam presa fácil.

Religião

Antes do Iluminismo, era comum acreditar que qualquer deslize de comportamento poderia determinar se a pessoa ia para o céu ou para o inferno depois de morrer. Imagine a ansiedade de quem achava que havia alguém o vigiando o tempo todo?

Doenças

Até a descoberta do antibiótico, uma pneumonia ou uma diarréia podiam matar um homem adulto a qualquer instante. Toda gripezinha boba, então, era motivo de preocupação constante, porque era impossível prever se ela seria fatal ou não.

PRESENTE

Emprego

Desde a Revolução Industrial, ter um emprego significa ter recursos para sobreviver. Hoje em dia, além de pagar as contas, o funcionário quer qualidade de vida, ser reconhecido e estar satisfeito no trabalho. Assim, fica difícil não se preocupar.

Amor

Achar um parceiro compreensível e apaixonado é motivo de ansiedade para muita gente. Na hora de arranjar um companheiro ou para manter um relacionamento legal, muita gente perde boas noitesde sono de preocupação.



Sucesso

Quando somos bombardeados com histórias de pessoas lindas e bem-sucedidas nas novelas ou na capa de revistas, é inevitável não nos compararmos com elas. E sempre saímos perdendo. Aí fica a dúvida: por que todo mundo não é tão vitorioso?

Informação
A internet e a TV são um prato cheio para causar ansiedade. Há tanta coisa acontecendo ao redor do mundo que fica difícil acompanhar todas as notícias. Achar tempo para pensar e formar opiniões sobre todos os assuntos é impossível – e frustrante.


Uma epidemia mundial*
Não importa se rico ou pobre, a ansiedade ataca todos os países do mundo em maior ou menor grau

5% Egito

5% México

5% Equador

6% Etiópia

7% Turquia

13% Alemanha

16% Arábia Saudita

19% China

20% Holanda

20% Inglaterra

21% Canadá

23% África do Sul

23% Brasil

24% Colombia

25% EUA

28% Paquistão

* Em porcentagem de pessoas que têm ao menos um transtorno de ansiedade ao longo da vida.
Fonte Organização Mundial da Saúde – Cross-national comparisons of the prevalences and correlates of mental disorders, 2000 e 2004.


Quando ela vira um problema
Quase um quarto da população brasileira tem algum dos transtornos abaixo durante a vida. Mas não fique ansioso, todos têm cura

Síndrome do pânico

A doença causa ataques esporádicos que começam com uma crise de ansiedade. A pessoa fica nervosa, sente a respiração ofegante e o batimento cardíaco acelerado. Com esses sintomas, ela imagina que está passando por um grave problema de saúde. Esse pensamento a deixa mais nervosa, o que leva a mais alterações no corpo – numa espécie de bola de neve. Terapia costuma ser eficiente nesses casos.

Trastorno obsessivo-compulsivo

TOC são pensamentos involuntários, geralmente ligados a 4 temas: limpeza, sexualidade, religião e violência. É o caso de quem acha que suas mãos estão sempre contaminadas com bactérias e as lava até que comecem a sangrar. O TOC já foi descrito no século 16 e pode ser controlado com remédios, principalmente aqueles que aumentam a quantidade de serotonina no corpo.

Fobias

São medos desproporcionais a objetos e situações. Há mais de 200 tipos registrados, mas as mais comuns são as relativas a pequenos animais, exposição ao sangue, a lugares fechados e ao encontro com outras pessoas. Quase sempre, a pessoa reconhece que sofre em excesso. O tratamento nesses casos é por meio de exposição gradual às situações temidas.

Estresse pós-traumático

O distúrbio foi percebido pela primeira vez em veteranos de guerra que, muitos anos depois da batalha, não conseguiam esquecer as experiências traumáticas. Mas qualquer pessoa que foi vítima ou testemunha de extrema violência pode ter o distúrbio. Com o aumento do número de seqüestros, homicídios e latrocínios, a doença ficou também mais comum.

Ansiedade generalizada
É difícil diagnosticar esse transtorno. Ele se caracteriza por uma preocupação extrema e constante que impede a pessoa de relaxar e de levar uma vida normal por longos períodos de tempo – 6 meses no mínimo. Geralmente, é conseqüência de uma disfunção, que faz a pessoa focar em seus problemas e fantasiar outros novos. Pode ser tratado com remédios que aumentam a serotonina.



Fonte:http://super.abril.com.br/saude/ansiedade-447836.shtml

É verdade que só as baratas sobreviveriam a um desastre nuclear?

Posted by Iago on quarta-feira, agosto 05, 2009




É mentira. Tudo indica que esse mito tenha nascido na década de 1960, com o relato nunca confirmado de que baratas teriam sobrevivido às bombas atômicas jogadas sobre Hiroshima e Nagasaki.

A crença até que tem fundamento: baratas são mais resistentes que os humanos e que quase todos os outros animais não-insetos. Além do tamanho diminuto, a bichinha se vira muito bem em um ambiente hostil – ela come matéria em decomposição e pode viver sem cabeça por algumas semanas. Mas a suposta resistência à radioatividade estaria relacionada à sua constituição: por serem organismos muito simples, elas têm poucos genes sujeitos a mutação. E, como suas células se dividem muito mais lentamente que as nossas, elas ganham mais tempo para consertar problemas causados pela radiação, como danos fatais ao DNA.

Isso tudo faz das baratas cerca de 20 vezes mais resistentes à radiação que o homem, que afrouxa com meros 1 000 rads (unidade de radiação absorvida). Mas não basta para sobreviverem a uma bomba como a de Hiroshima, que irradiou 34 mil rads no seu epicentro.

Os verdadeiros heróis da resistência seriam os mais simples dos seres, como musgos, algas e protozoários. É provável que a última das sobreviventes seria a bactéria Deinococcus radiodurans, presente em ambientes ricos em matéria orgânica, que consegue se multiplicar até sobre lixo radioativo. Coitada da barata.

por Texto Marina Bessa

Acromegalia

Posted by Iago on sábado, agosto 01, 2009


A acromegalia é uma doença crônica que surge quando a hipófise, glândula de secreção interna, produz quantidades excessivas de hormônio do crescimento (GH).
O nome acromegalia é reservado à produção excessiva de GH na vida adulta, quando as cartilagens de crescimento já se encontram fechadas, inativas. Quando o excesso de GH ocorre na infância ou na puberdade, antes do fechamento dessas cartilagens, a ação do GH provoca crescimento excessivo na estatura, e o quadro recebe o nome de gigantismo.

Funções do hormônio do crescimento

Produzido pela hipófise, o GH promove o crescimento de quase todas as células e tecidos do corpo humano. Ele age forçando a produção de fatores de crescimento intermediários, predominantemente liberados pelo fígado. Um deles, o IGF-1, simula as ações da insulina e atua em vários mecanismos bioquímicos envolvidos no crescimento e na multiplicação das células.

Causas

Acromegalia e gigantismo são causados pela produção exagerada de GH e de IGF-1. Em 98% dos casos, a produção excessiva está associada à presença de tumores benignos da hipófise: os adenomas. Os 2% restantes compreendem casos raríssimos de tumores malignos instalados na hipófise, de tumores que estimulam a hipófise a produzir GH ou de tumores produtores de GH localizados no pâncreas, pulmões ou em outros tecidos. Existem, ainda, alguns casos de formas familiares da doença.

Prevalência

A doença é rara. Calcula-se que ocorram 50 a 70 casos por milhão de pessoas. Mulheres e homens são acometidos na mesma proporção.

Sintomas

A acromegalia pode causar mudanças na aparência física, mas como a doença costuma evoluir no decorrer de vários anos, seus sinais podem ser confundidos com os do envelhecimento. Muitas vezes, o diagnóstico é feito casualmente por um médico que reconhece o aspecto físico do portador da doença num ambiente público ou quando se compara a fotografia atual do paciente com uma antiga.
As características mais importantes da aparência física são: 1) mãos e pés crescem, os sapatos não servem mais, os anéis não entram nos dedos; 2) alargamento da região frontal e da testa; 3) o queixo fica proeminente, dando ao rosto um aspecto característico; 4) espaçamento entre os dentes e perda dentária; 5) aumento do volume do tórax, do nariz e dos genitais; 6) os lábios engrossam.
Como GH e IGF-1 agem em todos os tecidos do corpo, a produção excessiva afeta múltiplas funções orgânicas, provocando as seguintes alterações:

* A pele se torna espessa, oleosa, propensa à acne, deformada pelo aparecimento de pregas . Os pacientes apresentam sudorese exagerada;
* Alterações respiratórias: obstrução de vias aéreas, aumento das dimensões da língua, dificuldade de respiração durante o sono e espessamento das cordas vocais que tornam a voz mais grave;
* Alterações cardiovasculares: aumento do volume do coração, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, arritmias, fadiga;
* Alterações gastrointestinais: aumento de volume do fígado, pâncreas e outros órgãos. Pode haver formação de pólipos intestinais;
* Alterações metabólicas/endócrinas: diabetes, intolerância a carboidratos, resistência à insulina, aumento dos níveis de colesterol e dos triglicérides, nódulos na tireóide, diminuição da libido, saída de leite pelos mamilos da mulher e alterações menstruais;
* Alterações músculo-esqueléticas: dores articulares, osteoartrite, formigamentos e alterações de sensibilidade da pele, síndrome do túnel do carpo, osteopenia (diminuição da massa óssea) e osteoporose.
* Alterações neurológicas: dor de cabeça persistente;
* Alterações oftálmicas: distúrbios visuais e redução do campo visual.

Diagnóstico

Quando a aparência física e o quadro clínico sugerem acromegalia, o diagnóstico pode ser confirmado por dois exames de sangue: as dosagens de GH e de IGF-1.
Um único exame alterado de GH não permite fechar o diagnóstico, porque a hipófise libera esse hormônio de forma irregular, no decorrer do dia. Para obter dados mais confiáveis, os médicos fazem um tipo de exame de sangue no qual o GH é dosado depois da ingestão de uma solução açucarada. Os níveis de IGF-1 são bem mais constantes no decorrer do dia. Valores elevados quase sempre estão associados à acromegalia.
Depois que o diagnóstico foi estabelecido, uma série de exames de imagem (tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética, etc.) é realizada para detectar a presença de tumores na hipófise ou em localizações mais raras.

Tratamento

Os objetivos do tratamento são:

* Reduzir as concentrações de GH e de IGF-1 para os níveis normais;
* Aliviar a pressão que tumores situados na hipófise possam exercem sobre o nervo óptico e áreas cerebrais vizinhas;
* Preservar as funções hipofisárias;
* Reverter ou melhorar os sinais e os sintomas da acromegalia.

As opções de tratamento incluem:

* Cirurgia

A cirurgia tem índices de cura de 80% a 90% nos casos em que os adenomas (tumores benignos de aspecto glandular) medem menos de 1 cm. Quando ultrapassam essa dimensão, os índices caem para menos de 50%.
Quando a cirurgia é realizada com sucesso, a aparência facial e o inchaço dos tecidos começam a melhorar em poucos dias. Mesmo assim, os níveis hormonais podem não retornar ao normal e exigir tratamento complementar com medicamentos.
A principal complicação cirúrgica é a lesão do tecido hipofisário adjacente, que pode exigir reposição hormonal para o resto da vida.

* Radioterapia

É consenso entre os especialistas que a radioterapia NÃO deve ser usada como primeira opção terapêutica, exceto quando os tumores não podem ser removidos cirurgicamente, quando a doença persiste depois da operação, quando o tratamento com medicamentos falha ou quando os pacientes recusam outras opções.
Depois do tratamento radioterápico, a função hipofisária costuma declinar gradativamente. Depois de 10 anos, 70% dos casos necessitam de reposição hormonal prolongada.

* Tratamento clínico

Três tipos de medicamentos são empregados no tratamento da acromegalia:
1 – Agonistas dopaminérgicos: têm eficácia em apenas 10% dos casos. São usados preferencialmente quando os níveis de prolactina estão aumentados;
2 – Análogos da somatostatina: constituem o tratamento clínico de primeira linha, uma vez que 96% dos tumores que secretam GH apresentam em suas células receptores para um fator de crescimento celular conhecido como somastatina. Como as drogas deste grupo (lanreotida e octeotrida) ligam-se a esses receptores, são dotadas da propriedade de regular a produção de GH e o crescimento celular.
Nos últimos 10 anos, a aplicação de octeotrida por via intramuscular tornou-se a forma de tratamento clínico da acromegalia mais prescrita e mais estudada.
A administração de octeotrida além de reduzir os níveis de GH e de IGF-1, diminui os índices de mortalidade, a freqüência dos batimentos cardíacos, melhora a função dos ventrículos, a resistência à atividade física e faz regredirem os sinais e sintomas da acromegalia;
3 – Antagonistas do receptor de GH: são medicamentos úteis quando existir resistência aos análogos da somatostatina. Embora normalizem os níveis de IGF-1 em cerca de 95% dos casos, seu efeito sobre o crescimento dos tumores hipofisários é questionável.

Considerações finais


Pacientes portadores de acromegalia que evoluem sem tratamento apresentam mortalidade mais elevada. Quanto mais altos os níveis de GH e de IGF-1, maior a probabilidade de surgirem complicações e mais altas as taxas de mortalidade.
O tempo de duração dos sintomas antes do diagnóstico, a duração da doença, a presença de diabetes, de doença cardiovascular e de hipertensão são fatores associados à mortalidade.
Por essa razão, é muito importante conhecer as características da doença para identificá-la o mais cedo possível e iniciar o tratamento antes que surjam complicações irreversíveis.

Fonte: http://drauziovarella.ig.com.br/artigos/Acromegalia.asp

O modelo humano do Shrek

Posted by Iago on sábado, agosto 01, 2009
Qualquer semelhança não é mera coincidência: Maurice Tillet o homem que serviu de inspiração para Shrek.

Parecem-se ou não?

Este homem serviu de inspiração para os criadores de Shrek. Seu nome era Maurice Tillet (1910-1955), foi um lutador profissional de luta greco-romana em sua versão popular, na época em que a popularização deste esporte estava no início. Hoje há vários nomes para essas lutas, entre eles wrestler, pro-wrestler, luta livre e MMA (mix martial arts). Não se sabe ao certo que estilo mais se aproxima da luta que Tillet praticava.

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Saiba o que é acromegalia.Clique aqui.

Mau hálito

Posted by Iago on sábado, agosto 01, 2009


Você sabia que, de cada grupo de dez pessoas, 4 têm mau hálito?
Mau hálito pode atrapalhar uma entrevista de emprego, prejudicar conquistas amorosas e afastar os amigos.
Hoje em dia existe um aparelhinho portátil para testar o hálito das pessoas. É o halitômetro! Ana Maria testou o aparelho nela e na sua equipe. “O meu deu nível 1, o que significa que meu hálito está em dia”, disse Ana.

Para falar mais sobre o assunto, ela convidou o otorrinolaringologista Salomão Carui. “São diversos fatores que causam mau hálito. Todos nós acordamos com o hálito ruim. Isso é normal porque todos nós ficamos muito tempo sem comer. Depois disso não pode ter odor algum”, falou.

O médico deu uma dica para reparar se tem mau hálito. “Você lambe o seu punho e espera 30 segundos. Se o odor for estranho, você tem problema de mau hálito, a halitose”, explicou.

Postura

Posted by Iago on sábado, agosto 01, 2009


Como anda a sua postura? Você acha que se senta corretamente?
Preste atenção, pois aquela sua dorzinha nas costas pode estar ligada à sua má postura. Sete em cada dez pessoas vão sofrer, em alguma fase da vida, de dor na coluna.

Alguns exercícios fáceis de fazer podem ajudar na prevenção de problemas graves! Você sabia que andar com os pés para fora, por exemplo, força a coluna? A melhor forma de andar é com os pés paralelos, tirando o peso das costas. Na hora de dormir, ficar de lado é a posição mais indicada para não forçar a coluna. Você pode abraçar um travesseiro para que fique mais confortável.

Para falar mais sobre o assunto, Ana Maria conversou com o médico especialista em coluna

Luiz Pimenta, que deu dicas para as pessoas cumprirem as tarefas domésticas sem prejudicar as costas. “Grande parte dos pacientes que me procura querendo operar tem os problemas corrigidos com exercícios e correção de postura”, disse. Segundo o médico, qualquer atividade doméstica deve ser feita na posição natural do corpo. “Se você tiver que se abaixar, os joelhos devem compensar a postura. Na hora de lavar a louça, por exemplo, um caixote de madeira ajuda a compensar o peso e aliviar o corpo”, falou.

O especialista disse ainda que grávidas e homens com que possuem grande volume na barriga também estão sujeitos a dores. “Por isso, exercício é fundamental”, explicou Luiz Pimenta.

Ana também recebeu a dona de casa Valéria Barbosa ferreira, de 32 anos.
Valéria é casada e tem uma filha de 8 anos. Acorda todos os dias às 5 e meia da manhã e trabalha sem parar até a hora do jantar.Resultado: muitas dores na região lombar. “Ao fazer as tarefas domésticas, eu sinto muita dor. Até peço para meu marido fazer uma massagem”, falou.



Confira outras dicas:

Dirigir com o braço esticado
O banco não deve estar totalmente para trás e os braços não devem ficar nem completamente esticados nem totalmente flexionados, pois, apesar de não provocar problemas na coluna, essa posição pode levar a inflamação dos músculos e dos tendões dos ombros. A postura ideal é manter o banco com uma inclinação de 110 graus e ficar com os cotovelos levemente flexionados.


Sentar em cima da perna (em forma de 4)
De acordo com o ortopedista Cláudio Santili, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, essa é uma posição inadequada porque exige um esforço extra da coluna. Apesar do conforto inicial, a perna pode ter cãibra. Com o tempo, essa posição pode levar ao encurtamento da musculatura da coxa.


Pisar torto para dentro ou para fora
Pessoas que têm alterações na pisada podem sofrer problemas nos joelhos, no quadril e, consequentemente, na coluna. De acordo com o fisioterapeuta Roberto Mattar Cepeda, quando há desgaste desigual na sola do sapato significa que o ponto de gravidade mudou, o que pode causar dores nas costas e alterações na postura.


Ver TV deitado de lado no sofá
Trata-se de outra posição inadequada, pois normalmente o braço do sofá é muito alto e serve como apoio para o pescoço, o que deixa a coluna totalmente torta. Isso pode causar dores musculares na região do pescoço, semelhantes ao torcicolo, além de dor no meio das costas e na região lombar. O ideal é ver TV sentado ou em poltronas reclináveis (que apoiam a coluna inteira).


Carregar a mochila pesada em um ombro só
Erro de postura observado frequentemente em crianças e adolescentes, essa posição faz com que o peso da mochila seja colocado apenas sobre um dos ombros, o que pode provocar uma alteração postural chamada escoliose (desvio lateral inadequado da coluna). O uso correto da mochila é com alças bilaterais, na frente ou nas costas.


Apoiar os cotovelos na mesa
O hábito de manter os cotovelos apoiados na mesa, especialmente durante reuniões, além de escurecer e engrossar a pele, pode provocar uma bursite (inflamação crônica na bursa, que é um tipo de almofada que fica entre o osso e a pele). Em casos de inflamações crônicas, pode ser necessário fazer tratamento cirúrgico.


Ler deitado na cama
É uma das piores posturas para a coluna. Normalmente, as pessoas dobram o travesseiro e se deitam, permanecendo com o queixo para a frente (quase encostado no peito). Esse apoio não é abrangente para a coluna como um todo, o que contribui para dores nas costas. Segundo a ortopedista Maria Fernanda Silber Caffaro, o ideal é ler com um apoio triangular para as costas para minimizar o esforço.


Digitar com os braços suspensos
Deixar a cadeira e a mesa em uma altura adequada é fundamental para evitar que os braços fiquem suspensos durante a digitação. O hábito de digitar sem apoio pode provocar tendinites ou bursites (tipos de inflamações) no ombro. O antebraço deve estar apoiado no braço da cadeira ou na mesa. A digitação deve ser feita usando o pulso e os dedos, pois, quanto mais suspensos os braços, maior o risco de dor e de inflamação.


Levantar peso sem flexionar os joelhos
Quando a pessoa se abaixa sem dobrar os joelhos para carregar algum objeto, precisa fazer um impulso para voltar. Isso atinge a coluna. O correto é abaixar-se flexionando os joelhos, assim o impulso para a volta é realizado com a força dos músculos das pernas, e não com os músculos das costas. Se o movimento for errado, a coluna pode "travar".


Sentar com a perna cruzada
Segundo o ortopedista Cláudio Santili, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, ficar muito tempo sentado com a perna cruzada não é adequado porque pode provocar dormência e tensão na região dos culotes. Logo, pode causar dores musculares ou até uma bursite no quadril. Além disso, o peso de uma perna em cima da outra também pode aumentar as dores no quadril.


Dormir com dois travesseiros
Hábito bastante comum entre os adultos, pode provocar um desconforto semelhante ao de ler deitado na cama. Os travesseiros ficam muito altos e a coluna não fica completamente acomodada. Pode provocar torcicolos e dores musculares. Se for dormir com dois travesseiros, o ideal é usar um de espuma bem fino por baixo e um de penas e mais flexível por cima, para que eles se moldem ao pescoço.


Apoiar o telefone entre o ombro e o pescoço
O fato de a pessoa ficar com o pescoço inclinado e com os ombros elevados para segurar o telefone força a musculatura, provocando dores musculares e torcicolo. Segundo a ortopedista Maria Fernanda Silber Caffaro, se essa posição for repetitiva, pode acontecer um encurtamento da musculatura e o pescoço fica duro (sofre contratura muscular).


Sentar em cadeira escolar com braço
Segundo o fisioterapeuta Roberto Mattar Cepeda, presidente do Coffito, a carteira escolar deve ser ergonômica (de preferência, com mesa e cadeira ajustáveis). Cadeiras com braço forçam uma inclinação ruim da coluna para o lado, deixando-a torta. Como o uso dessas cadeiras é diário, aumenta-se o risco de dores nas costas e de disfunção postural.


Jogar videogame com pernas "de índio"
De acordo com o ortopedista Cláudio Santili, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, essa é uma postura muito comum entre crianças e adolescentes. O problema de ficar muito tempo sentado com as pernas cruzadas é que a musculatura da coxa fica tensa e os ombros ficam caídos para frente. A repetição pode provocar dores nos joelhos e hipercifose na coluna.

Usar sandália com salto alto diariamente
A altura ideal do salto não deve ultrapassar 5 cm. Acima disso, há uma alteração de postura porque a pessoa precisa manter o equilíbrio na parte anterior do pé. Quanto maior o salto, maior o peso na parte anterior do pé. Isso encurta a musculatura da panturrilha de maneira crônica e o corpo se acostuma à postura errada, o que pode provocar alterações posturais importantes.

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Posted by Iago on sábado, agosto 01, 2009

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)

Posted by Iago on sábado, agosto 01, 2009
O que é?

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória de causa desconhecida.

Para que se desencadeie a doença, agentes externos desconhecidos (vírus, bactérias, agentes químicos, radiação ultravioleta) entram em contato com o sistema imune de um indivíduo que está com vários genes erradamente induzindo produção inadequada de anticorpos. Estes anticorpos são dirigidos contra constituintes normais (auto-anticorpos) provocando lesões nos tecidos e também alterações nas células sangüíneas.

É uma doença razoavelmente comum no consultório dos reumatologistas. Melhor conhecimento médico e avanço em métodos diagnósticos devem ser os motivos pelos quais o LES tem sido diagnosticado com mais freqüência e seu prognóstico é muito melhor do que há 15 anos atrás.

Atinge principalmente mulheres (9:1) em idade reprodutiva, iniciando-se mais comumente entre 20 e 40 anos. Pode ser bastante benigno até extremamente grave e fatal.

O que se sente?

As manifestações clínicas são muito variáveis entre os pacientes.

As queixas gerais mais freqüentes são mal-estar, febre, fadiga, emagrecimento e falta de apetite, as quais podem anteceder outras alterações por semanas ou meses. Os pacientes já poderão estar sentindo dor articular ou muscular leve e apresentando manchas vermelhas na pele que passam por urticária.

As alterações mais freqüentes ocorrem na pele e articulações.

Pele e mucosas

Há muitos tipos de lesão cutânea no LES. A mais conhecida é a lesão em asa de borboleta que é um eritema elevado atingindo bochechas e dorso do nariz. Manchas eritematosas planas ou elevadas podem aparecer em qualquer parte do corpo.

Muitos pacientes com LES têm sensibilidade ao sol (foto-sensibilidade). Assim, estas manchas podem ser proeminentes ou unicamente localizadas em áreas expostas à luz solar. Outras vezes, as lesões são mais profundas e deixam cicatriz (lúpus discóide).



Começam com uma escamação sobre a mancha eritematosa. Com o passar do tempo a zona central atrofia e a pele perde a cor, ficando uma cicatriz que pode ser bastante desagradável.

Há casos de lúpus discóide em que nunca haverá outros problemas, isto é, não haverá lúpus sistêmico. Estes pacientes devem ser seguidos com atenção pois não há como acompanhar a evolução sem exame físico e laboratorial.

Queda de cabelo é muito freqüente. Os fios caem em chumaços e muitos são encontrados no travesseiro. É sinal de doença ativa.



Apesar de não serem freqüentes, são úteis para o diagnóstico o aparecimento de feridas dentro do nariz, na língua e na mucosa oral.

Aparelho locomotor

A grande maioria dos pacientes tem artrite. Esta costuma ser leve e melhorar rapidamente com tratamento. Entretanto, há poucos casos em que aparecem lesões destrutivas que podem ser bastante graves.

O uso de corticóide por longo tempo (que muitas vezes é indispensável) pode provocar, em cerca de 5% dos pacientes, necrose em extremidade de ossos longos, principalmente fêmur.

Tendinites ocorrem com freqüência e podem acompanhar as crises de artrite ou se manifestarem isoladamente. Regiões não habituais como tendão de Aquiles podem incomodar por bastante tempo. Poucas vezes há lesões graves.


Lúpus crônico pode provocar deformidades nas mãos que lembram artrite reumatóide.

Miosite (inflamação das fibras musculares) não é um evento comum, mas pode ser grave e confundir com outras doenças musculares. Dor muscular discreta pode ocorrer e não é preocupante.

Rins

É muito freqüente haver glomerulonefrite lúpica. Felizmente, a maioria dos pacientes sofre de lesões leves e não progressivas, sendo sua única evidência discretas alterações no exame de urina, ou apresentam lesão renal que responde muito bem ao tratamento.

Quando há proteínas, hemácias, leucócitos e vários tipos de cilindros no exame de urina e aumento da creatinina no sangue estamos diante de uma situação grave mas de modo algum sem solução.

O aumento da pressão arterial é indicativo de gravidade.

Sistema nervoso

Raízes nervosas periféricas e sistema nervoso central (SNC) em conjunto estão comprometidos em mais da metade dos pacientes com LES.

Dor de cabeça, mais do tipo enxaqueca, é a manifestação mais comum quando há inflamação do sistema nervoso central. Como é uma queixa muito freqüente na população normal, muitas vezes não é valorizada.

Não raramente outras manifestações que podem aparecer são:

Neurite periférica (ardência, formigamento, queimação, perda de força)
Distúrbios do comportamento como irritabilidade, choro fácil, quadros mais graves de depressão e mesmo psicose.
Convulsões (pode ser a primeira manifestação em crianças).
Coréia (movimentos involuntários e não coordenados de membros superiores e inferiores), muito mais raro.

Há uma regra que deve ser seguida obrigatoriamente em "neurolúpus": descartar a possibilidade de haver infecção

Outro detalhe que deve ser observado é ansiedade e depressão que ocorrem em pessoas com doença crônica (e que pode ser grave) e com problemas estéticos provocados pela dermatite ou uso de corticóide.

O síndrome anti-fosfolípide pode ser uma entidade isolada ou acompanhar o LES. Ocorrem trombos em veias e artérias de qualquer tamanho, provocando embolias. A ocorrência de microtrombos no cérebro provoca infartos pequenos com manifestações pouco observáveis de início. Pode ser uma causa de grave repercussão do LES no SNC.

Quando os trombos se instalam na placenta são causa de abortamento.

Coração

Inflamação isolada da membrana que envolve o coração (pericardite) não é rara e é facilmente resolvida. Lesões graves em válvulas, inflamação do miocárdio e das coronárias não são freqüentes.

Palpitações, falta de ar e dor no precórdio são sinais de alerta. Podem estar presentes desde o início da doença.

Pulmões

Mais da metade dos pacientes sentem dor nas costas ou entre as costelas devido à inflamação da pleura. Quando é leve, só aparece ao respirar fundo e a radiografia pode ser normal, isto é, sem derrame. Piorando, a dor fica mais forte e a respiração mais difícil e acompanhada de tosse seca.

Também ocorrem inflamação nos alvéolos (cuidado com infecção ao mesmo tempo) e nas artérias (raro e muito grave).

Vasos

É muito freqüente no LES os pacientes estarem com mãos frias que, quando em contato com superfície gelada ou quando a temperatura ambiente é baixa, passam de pálidas para roxas (cianose) e por vezes com dor na ponta dos dedos. Chama-se fenômeno de Raynaud. Pode ocorrer em pessoas que nunca terão a doença mas pode preceder por anos as outras manifestações de LES ou outras doenças inflamatórias auto-imunes.

Inflamação de vasos chama-se vasculite. Dependendo da intensidade da inflamação haverá de manchas eritematosas até pontos de gangrena na região irrigada pelos vasos comprometidos.

Olhos

Conjuntivite ou outras manifestações são pouco comuns. Uma complicação grave são trombos no fundo do olho na presença de síndrome antifosfolípide.

Aparelho digestivo

Complicações graves são muito raras. Os medicamentos são a causa mais freqüente das queixas tipo azia, dor abdominal e falta de apetite.

Em poucos pacientes aumentam as enzimas hepáticas, mostrando haver inflamação no fígado. Nesta situação, deve-se sempre descartar a concomitância de duas doenças e procurar infecção viral.

Sangue

Anemia leve é muito comum e é controlada com o tratamento habitual da doença. Piora em pacientes mais graves e quando há insuficiência renal.

Anticorpos dirigidos diretamente contra glóbulos vermelhos podem ser de difícil controle; ocorre em menos de 20% mas pode ser uma forma de início do LES e, como o tratamento com corticóide em dose alta mascara outras manifestações, o diagnóstico pode não ser percebido.

Pode haver queda importante de glóbulos brancos (risco de infecção) e de plaquetas (risco de sangramento).

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do LES é feito através da associação de dados clínicos e laboratoriais.

O médico precisa lembrar-se do lúpus e há algumas pistas que auxiliam bastante mesmo quando as manifestações clínicas são pobres. Mulher em fase de reprodução (crianças e mulheres depois da menopausa também têm lúpus) com dor articular, sensação de estar doente, emagrecimento, "urticárias" de repetição, queda de cabelo, fenômeno de Raynaud, exames antigos com alterações tipo glóbulos brancos baixos, alterações na urina, anemia não explicada podem ser manifestações de início da doença.

A pesquisa dos anti-anticorpos é utilizada para diagnóstico e alguns deles para acompanhamento da doença:

FAN (fator antinuclear) é o mais freqüente.
Anti-dsDNA é sinal de doença ativa e geralmente com doença renal.
Anti-Sm não é muito freqüente mas, quando presente, confirma o diagnóstico.

A utilização clínica da presença destes auto-anticorpos e de vários outros é extremamente útil. Deve ser feita pelo reumatologista pois não são específicos, isto é, aparecem em mais de uma doença e a combinação da presença de um ou mais auto-anticorpos com a clínica é que permite que se chegue a um diagnóstico.

Critérios diagnósticos do LES


Na tabela a seguir estão os critérios do Colégio Americano de Reumatologia de 1982 modificados. Deve ser utilizada por médicos

1. Erupção malar: Eritema fixo plano ou elevado sobre as regiões malares e dorso do nariz.
2. Lesão discóide: Placas eritematosas com escamação aderente,comprometimento dos pelos e cicatrização com atrofia.
3. Foto-sensibilidade: Erupção cutânea que aparece após exposição à luz solar.
4. Úlceras orais: Ulceração de nasofaringe ou boca vista por médico.
5. Artrite: Não erosiva comprometendo duas ou mais articulações periféricas.
6. Serosite: Pleurite documentada por médico; pericardite documentada por ECG ou médico.
7. Desordem renal: Proteína na urina maior do que 500mg por dia ou +++ em exame comum; cilindros de hemácias, granulosos, tubulares ou mistos.
8. Desordem neurológica: Convulsões ou psicose na ausência de outra causa.
9. Desordens hematológicas: Anemia hemolítica, menos de 4000 leucócitos/mm3 em 2 ou mais ocasiões, menos de 1500 linfócitos/mm3 em 2 ou mais ocasiões, menos de 100.000 plaquetas/mm3 na ausência de outra causa.
10. Desordens imunológicas: Anti-DNA positivo ou anti-Sm positivo ou falso teste positivo para lues (sífilis) por mais de 6 meses com FTA-ABS normal.
11. FAN positivo: Na ausência de uso das drogas que podem induzir lúpus.

Para que se faça diagnóstico de lúpus são necessários quatro critérios ou mais. Para utilizarmos pacientes em um trabalho de pesquisa devemos seguir à risca a soma dos critérios. Na prática, se tivermos dois ou três critérios "fortes" como artrite, dermatite e FAN e não encontrarmos outra doença fazemos o diagnóstico e tratamos pois tratamento eficaz e precoce sempre leva a melhor prognóstico.

Como é o tratamento?

Mesmo havendo protocolos internacionais para o tratamento de doenças complexas como o LES, cada paciente tem a sua história.

Sabemos qual o melhor medicamento para cerebrite, nefrite, dermatite, mas os resultados são individuais. O tratamento do lúpus não é um esquema pronto para ser executado e as características de cada caso ditarão o que se deve fazer, tornando-o artesanal.

Os medicamentos utilizados podem provocar efeitos colaterais importantes e devem ser manejados por profissionais experientes.

Os pacientes devem estar alertas para os sintomas da doença e para as complicações que, embora raras, podem aparecer. Se forem prontamente manejadas é muito mais fácil solucioná-las.

Naturalmente, não é nossa intenção instruir o tratamento do LES. Este deve ser feito por médicos experientes e os pacientes não devem modificá-los sem orientação.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

A doença tem cura?

Qual a finalidade do tratamento?

O tratamento é esta receita somente ou devo repetí-la?

Há interferência com outros remédios que estou usando?

Quais os efeitos colaterias? Devo fazer exames de controle?

Existem problemas com obesidade?

Qual a importância de exercícios e repouso?

Que cuidados devo ter com meus hábitos diários, profissionais e de lazer?

Existem problemas com o uso de anticoncepcionais? Com gravidez?

Existem problemas com exposição ao sol e luz fluorescente?

Fonte:http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?277